Esportes Eletrônicos e Hardware Hacking

https://juliodellaflora.wordpress.com/2017/07/17/esportes-eletronicos-e-hardware-hacking/

O cenário atual de games competitivos vem se desenvolvendo em uma velocidade impressionante, eventos com público mundial e prêmios milionários já não são uma novidade nesse meio. Com o crescimento dos e-sports, dificuldades sofridas por outras modalidades desportivas começam a aparecer também nos jogos eletrônicos.

É de conhecimento geral que os jogadores profissionais costumam utilizar hardware (periféricos) próprios nas competições com o objetivo de proporcionar maior conforto e diminuir a sensação de “estranhamento” que acontece quando utilizamos um novo periférico.

Entretanto uma nova modalidade de trapaças pode surgir a partir dessa atividade (até então legalizada) nas competições profissionais.

Agora vem a pergunta, quais são as verificações efetuadas pela organização dos eventos quanto a avaliação de periféricos como teclado, mouse, headphone?

Hardware pode ser adicionado dentro de um teclado ou mouse com o objetivo de trazer vantagem ao jogador e enganar com certa facilidade os dispositivos de verificação por software.

Desenvolvi essa prova de conceito com o objetivo de elucidar a técnica, no vídeo posterior podemos observar a utilização de um Arduino (placa de prototipagem open hardware) que visa corrigir a rajada de tiros desferida pelo jogador.

Esse componente eletrônico tem tamanho bastante reduzido e pode ser colocado dentro do teclado ou do mouse…

Alguns teclados mecânicos feitos a mão (custom made) são criados utilizando esse tipo de hardware como componente controlador de funções.

Logo é interessante salientar que em competições de nível profissional uma inspeção rigorosa deve ser executada nos periféricos de cada jogador visando a detecção de trapaças mais complexas que as apresentadas no vídeo.

O ataque proposto foi desenvolvido em poucas horas e pode ser otimizado para maior precisão, execução em todas as armas, bem como inclusão do hardware dentro dos periféricos (teclado, mouse, joystick e headphone).

Trapaças no cenário competitivo não se restringem a técnica supracitada, esse artigo busca trazer o tema para discussão não sendo limitado apenas ao cenário dos jogos FPS (first person shooter) outras técnicas poderiam ser adaptadas aos MOBA’s e jogos de estratégia em geral.

Obviamente campeonatos de renome fazem verificação de hardware e possuem políticas anti-fraude, todavia a pergunta é: esse controle é realmente efetivo? existem profissionais de segurança da informação trabalhando nesses eventos? quais as verificações utilizadas para certificar um hardware legítimo? Existe análise do firmware dos periféricos?

E pensando no outro lado da moeda, ao invés de hackear o jogo para me fazer jogar melhor, eu poderia modificar algo com o objetivo de diminuir a performance do oponente!?

Enfim, muitas dúvidas são levantadas, em pesquisas futuras irei me concentrar em responder algumas delas. Ainda assim uma constatação é evidente, o cenário precisa de profissionais especializados em segurança da informação com o objetivo de reduzir tais práticas maliciosas.

ps: Segue mais um vídeo, esse utilizando o conceito para jogos em dispositivos móveis:

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